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Um toque, mil possibilidades

  • 1 de mar. de 2023
  • 2 min de leitura

Jovens de todas idades, encontram refúgio para suas limitações através de plataformas digitais


Nossa sociedade é movida por uma velocidade que o século passado desconhecia, somos parte de um grande conglomerado de ideias, em que são necessários diversos filtros para encontrarmos, o que de fato, possa nos trazer conhecimento e informação. Os processos midiáticos da contemporaneidade se caracterizam pela sua agilidade, mas também por sua liquidez, estamos vulneráveis a perceber o que é mais imediato.

Polêmicas relacionadas a pessoas públicas e banalidades, tendem a nos distrair de fatos realmente relevantes, estamos conectados, mas ao mesmo tempo dispersos, distantes dos que estão por perto, e perto dos que estão do outro lado do mundo. Emaranhados em uma realidade, adaptada para influenciar nossas escolhas.

Aprender, desenvolver, crescer, somos seres humanos, e por extinto nos aprimoramos por influências no entorno, que formam nosso caráter e personalidade. Atualmente, as informações que circulam são muitas, e nem todas explicitam a verdade e mesmo falsas notícias, chamadas de fake news viralizam com facilidade, e causam múltiplos estragos.

Em meio ao crescente poder da internet, e consequentemente de suas múltiplas plataformas os jovens acabam encontrando mais refúgio através das telas, do que propriamente com contato humano. O que tem levado à propensão de doenças, como depressão, ansiedade, desequilíbrio hormonal, obesidade e uma série de outras doenças, que antes só acometiam adultos.

Celulares se tornaram uma ferramenta indispensável na rotina da população, apenas um toque pode lhe levar a um mundo de possibilidades, para tudo que se faça existe um aplicativo que pode lhe mostrar uma solução, para atividades que antes, possuíam complexidade e despertavam no indivíduo a criatividade e pro atividade.

Mediante a essas transformações, notamos em nossa sociedade, jovens que se tornam adultos incompletos, muitas vezes incapazes de solucionar seus próprios problemas, sem perspectiva em transformar sua própria realidade, que ficam a mercê das telas para toda e qualquer eventualidade. Quando colocados a prova, ou sob pressão de algo, sentem-se acuados, e obviamente se não encontram a resposta para sua dúvida no Google, logo presumem que não há resposta.

Diante deste cenário, é nosso dever como profissionais de comunicação a responsabilidade de guiar nossos jovens a um caminho que transpasse confiança, credibilidade e profundidade. Que instigue não somente o entretenimento, mas também leve o saber, a fim de desenvolver seres humanos melhores e comprometidos com o bem comum.




17/08/2020

 
 
 

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