Idas e vindas do isolamento
- 1 de mar. de 2023
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Onde os lugares já não ressoam mais
Em uma tarde fria, dessas que o tempo parece passar mais devagar, o medo de ainda estar em meio a uma Pandemia se torna ainda mais aflorado.
A sensação de congelamento, não refere-se apenas ao frio de 15° de um inverno que acaba de começar. Está relacionada a ausência de momentos felizes, todos os dias parecem iguais e a sensação de impotência toma conta.
Já passa das 22:00 e a distância dos amigos e familiares tem sido mais difícil do que imaginava, eu que era pouco presente no convívio familiar, agora sinto falta.
Confesso que as poucas vezes que há necessidade de sair nas ruas, ainda sinto receio de interagir. A maior insegurança? Me ausentar, diante de tantas responsabilidades.
Minha filha anceia pelo seu retorno as aulas, mas isso parece ainda distante da realidade. Adepta ao ensino híbrido, tem presenciado aulas em três dias na semana, a cada três semanas, nas quais somente ela e a professora, estão presentes em sala.
Ela relata muitas vezes, o quanto se sente sozinha, o silêncio e a ausência dos colegas torna seus dias ainda mais vazios que os meus.
As tardes no parque já não tem mais o mesmo brilho, somos prisioneiros em nossas próprias acomodações, nunca foi tão necessária a sensação do "lar doce lar".
E mesmo estando dias a fio no espaço que antes levava esse nome, há mais sinais do amargor da falta de liberdade, pois há necessidade de ir, para poder querer voltar.
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