A terra sagrada
- 1 de mar. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 6 de jul. de 2025
Muito além da pandemia
Diante de um cenário global de pandemia no qual o número de mortes não param de crescer e por si só, acaba sendo imensamente grave. Ainda existem países que beiram o extremo da calamidade. Como se não bastassem essas mortes, somam-se conflitos territoriais, uma luta que desde seu início, mata milhares de inocentes.
O Oriente médio, em especial Israel e Palestina, são sinônimos de conflito desde os tempos de Cristo. Já foram instaurados diversos acordos, que visam equilibrar as condições entre ambos. Dentre essas medidas, está o possível acordo de Paz anunciado recentemente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O tratado prevê a divisão de Israel e Palestina como Estados, no entanto dá o direito das terras sagradas de Jerusalém a Israel, mantendo-a como sua capital. Obviamente, o fato não agradou aos Palestinos, que veem o fato como uma grande afronta e possível conspiração.
A discussão não para por aí, já que como sabemos a questão entre as partes é histórica e tem a religião como encabeçamento para tais conflitos, condicionando seus fiéis como seu escudo diante de questões políticas.
Um dos questionamentos dos Palestinos em relação ao Governo Trump, nos leva a crer que a demanda de interesses políticos está afetando desde 1967 a região que comporta o território da Palestina. A região, vem sendo ocupado gradativamente por Israelenses, nos chamados assentamentos, a medida de Paz de Trump, torna os então citados, como práticas legais, o que deixa os Palestinos ainda mais acuados.
De 20 anos pra cá, o cerco está se fechando para os Palestinos, e não há como negar que eles estão em menor número a cada dia. Um estudo realizado mostra que os assentamentos possuem um número imensamente elevado de natalidade, sendo contabilizados 7 crianças por mulher, o dobro do que diz respeito ao entorno da região, povoada por Palestinos.
Notoriamente deixa evidente, que o aumento populacional vem de dentro, dificultando ainda mais a defesa dos grupos Palestinos, e maximizando a população Israelense, que mesmo com a precariedade da região dos assentamentos, diz crer fazerem parte de uma terra sagrada e que ali estarão protegidos. De certa maneira estão, pois o governos de Israel é quem administra esses locais e garante que eles se mantenham.
As questões políticas e religiosas mantêm-se atreladas, o que deixa o mundo em estado de apreensão, não só para o fato do vírus que circula (COVID-19), mas em alerta para o maior vírus de todos os tempos, a ganância do homem, que em critérios religiosos levantaria a questão do pecado, mas como se ater a esse fato? Se os países que mais prezam pelas terras sagradas, são os que mais matam por ela.
28/07/2020
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