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Olimpíada 2016 do pódio a poeira

  • 3 de mar. de 2020
  • 2 min de leitura

Em 2016 o Brasil vibrou com a chegada dos jogos olímpicos, a cidade do Rio de Janeiro foi palco de um dos eventos considerados mais importantes do mundo. Iniciados na Grécia em 776 a.c, os jogos Olímpicos tinham como principal objetivo unir os povos em competições saudáveis, acreditava-se na unificação de ideias através do esporte.

Para receber e acomodar os visitantes, foi necessário um grande planejamento. Segundo o IPEA (Instituto de pesquisa econômica aplicada) - cerca de 11.303 atletas; 25.721 jornalistas credenciados; 3 mil árbitros; 1,17 milhão de turistas, eram estimados ao evento. Diante desse contexto houve a ampliação da rede hoteleira, estima-se o investimento de R$ 1 bilhão de reais; Também foram criadas as chamadas “vilas de acomodação”, que geraram grande investimento civil e proporcionaram o aumento de emprego na área de construção.

Apesar do benefício inicial proporcionado pelo fluxo de pessoas, houve uma intervenção do Estado para minimizar possíveis aglomerações, a medida se deu através do acréscimo de feriados durante os jogos. De acordo com o BBC Brasil, a contenção veio de encontro com o principal objetivo, que na ocasião era a ascensão econômica. “Apesar de haver impacto positivo dos turistas gastando dinheiro em restaurantes, bares e lojas, é importante observar e compensar os custos da redução da atividade econômica, por conta de engarrafamentos e feriados que ocorreram durante o evento olímpico", diz a secretaria em nota.

O grande projeto, que visava a ampliação do turismo, a aceitação global do país e a condensação de uma estrutura planejada para a grande festa, acabou por deixar bilhões em dívidas. E apesar de conterem inicialmente ótimas ideias que dariam ao Estado do Rio de Janeiro mais recursos e civilidade, causaram grandes impactos. Dentre eles gastos desnecessários, promessas não cumpridas e o abandono de grandes obras, que após o evento tornaram-se espaços de acúmulo de poeira.

Um assunto que ainda circula como inacabado, é a despoluição da Baía de Guanabara que constava no projeto apresentado ao COI (Comitê Olímpico Internacional) que concedeu a sede olímpica a cidade do Rio de Janeiro. O ambientalista Sérgio Ricardo diz que a promessa olímpica foi propaganda enganosa. “Quando o governo assumiu esse compromisso de despoluir 80% da Baía de Guanabara, nós alertamos que isso era uma propaganda enganosa, absolutamente irreal, e o COI foi irresponsável ao aceitar essa meta estimada pelas autoridades, sem ter um mínimo de crítica”













 
 
 

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Kimberlly Desidério
Kimberlly Desidério
02 de mai. de 2020

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